Uma vez cessadas as funções vitais, o corpo esfria a uma média de 1,0 °C a 1,5 °C por hora.
Fonte-internet
NÃO ME POUPEI ESSE DEZEMBRO,EU DEI !!!
DEI A TORTO E A DIREITO,DEI COMO XUXÚ NA CERCA,DEI A RODO!
DEI NA RUA,NO SHOPPING,NO BAR E NA FRENTE DOS MEUS PARENTES,DEI NA FRENTE DOS PARENTES DOS OUTROS,DEI NA LOMBA,CURRADA NO MATO,NA PRACINHA...
FUI FODIDA POR TRÁS DE LADINHO,DE PONTA A CABEÇA...SEM PROTEÇÃO,QUEM ESTÁ PROTEGIDO?
IMAGINO TRAGÉDIAS QUE JÁ PASSARAM...EU NEM COLETE USARIA....
FODENDO TUDO POR TRÁS,FRENTE E DE LADINHO...
DEI PARA 2 ,3 ATÉ 4 AO MESMO TEMPO,EU ESTAVA ENRAIVECIDA NA FURIA DO SEXO,NÃO ME PREOCUPEI,AFINAL ACHEI QUE ESTARIAMOS TODOS MORTOS,E TALVEZ NÃO HAVERÁ TEMPO PARA TUDO...TUDO NÃO EXISTE MAIS...
DE FRENTE, ATRÁS,DE LADINHO...
HATSU
Todas as criaturas loucas e obscuras,estavam em todos os lugares,não se rezava o livro de Messias,apenas traçava símbolos no solo dos mortos.
Era a época sem pudor e sem clemência, não havia as pessoas sábias,todos os portais de desgraças inundando suas casas,era comum ver criaturas com 7 cabeças.
Andava ...andava...passava por pessoas agonizando,outras sendo devoradas,era uma legião com seu livro abominável.
Catástrofe! catástrofe!
O sol não voltou,em qualquer lugar se ouve multidões gritando em desespero,era a época de anjos negros .
Hatsu
Uma sala branca,não havia nada lá,o capitone das paredes elegante,e me deixava segura.
tinha que comer com as mãos,os cortes estavam abertos,vez ou outra pessoas cobertas com uma gentileza congelante,traziam venenos que me faziam ser parte daquelas paredes...
As vezes o vermelho maculava,tentando quebrar o vidro da redoma,
As horas mais silênciosas escutando as batidas e o sangue correndo em pulsações,sentindo cada estalo da alma.
O chão se abria como um lago negro e de lá saíram criaturas horrendas de formas indescritíveis,do alto esboços de pessoas sem tronco,outras... cabeças sob mãos e falavam obcenidades sobre santos...
Mordia a pele arrancava pequenos pedaços de carne percebia a ausência do sofrimento,descendo...descendo,olhava o teto branco delimitando o que estava do lado de fora ...
Hatsu
Cheguei em casa,achei estranho meu gato não estava na sala de estar,me esperando como era de costume,gritei por Silvia,a casa estava silenciosa demais,ouvi ecos pela casa,meu irmão mais novo já deveria ter voltado da escola,..
Um estranho pensamento tomou conta quando fui avançando pela casa,a mesa posta,notei que a comida já estava fria,no começo da escada que levava ao andar superior,o papel de parede estava rasgado,avistei o gato na parte de cima,subi contente e apreensiva pois o silêncio continuava,agarrei Stuart aliviada,percebi que seu pelo estava molhado, não era mais uma de suas travessuras,virar o pote de sua água...o líquido era sangue...eu corri para os quartos,todos estavam deitados no chão inertes...
eles estavam mortos,todos mortos...
eu ouvi algo lá na cozinha,desci estarrecida tomada pelo torpor da visão terrível.
Desci as escadas,eu não tinha mais forças para correr até a cozinha...eu restava no teto!!!do alto me vi deitada como os outros,do meu crânio saia fumaça...
Todos estavam no teto ...
Hatsu
Trajava saia de veludo verde, chapéu da mesma cor,uma paleta repousa sobre as mãos, extremamente claras,vendia suas pinturas por prazer e amor ao que fazia,era seu ofício predileto,eu observava o azul emoldurando o que parecia o céu,a sua direita um banco de madeira,tive vontade de sentar ali,observar de perto,fui sempre arrebatada pela arte...
Não,preferi deixá-la só,sozinha tinha as melhores inspirações,olhei para trás,percebi um olhar de um admirador,a tela refletia um certo movimento, apenas quisera poder saber como seria a tela pronta fiquei lá quase imóvel...
Não me importei,a obra me tomava por inteira,eu queria aproveitar toda a luz,fazia sol e era domingo,não havia quase ninguém na rua...
Era domingo e eu não achei que poderia causar desconforto,vislumbrar seu trabalho...
Me senti bem gastando meu domingo assim
Eu morava ali próximo as casas dos artesãos.
Fiquei até o fim do dia,ao voltar percebi que morava nas casas dos artesãos...eu também moro lá.
Hatsu
Olhei para trás,fui afrente ...
Não havia nada,nada de nada
O nada sendo consumido por um imenso buraco cheio de nada.
Não havia o que esperar,esperando atrás de uma porta trancada,eu perdi a chave.
Eu me deixei,procurei na bagunça do sótão,algo que pudesse reconsiderar.
Me parti em um trilhão de pedaços bem pequenos, impossíveis...
Me vi em perspectiva,últimas desgraças em celulose,tomei combinados,vislumbrei como seria em outro.
Corte no horizonte...cor intensas em tom de vermelho...vermelho...rosa...
Hatsu