Andando debaixo do sol,no escuro do chão
Brotam,pragas,lágrimas,desamores,derrotas a dor como "pain carpet".
Coloquei minha roupa domingo,renda negra borra a tristeza,troquei a água suja e renovei tuas flores preferidas,nunca te agradou os crisântemos,óbvio sempre foi "óbvio"
Gérberas laranjas grandes e opulentes,levei todas,para te mostrar minha dor.
Sentando no mármore gelado,me recordo da última vez que te encontrei...gelado,me lembro dos teus vazinhos azuis em teu rostinho e teus lábios que pareciam o batom da moda .
Teu corpinho frio e rígido,tentei te abraçar um pouquinho,tinha o peso de 20 homens do cais.
Era tão quente lá fora,eu me sentia tão bem tocando em ti,um falso sorriso,como um bonequinho que se monta,para agradar na tua última reunião.
Tua roupa nova,teu sapato,teu perfume,tuas coisas todas,na tua caminha nova de mogno.
Tudo está debaixo de min agora,se me esforço sinto o teu cheiro,me perguntado se toda tua carne já foi servida,ou se és só halloween.
Me embriaguei de whiskys caros,e conversamos por horas
Nem era preciso o gelo,o dedo girando dentro do copo,já soltava o malte.
Hatsu
