Morreu o mentor.
Me desmanchei em branco como todos os outros
Te beijei,te adorei em último vislumbre.
Tua última morada,inundada de pragas.
O tambor lento e triste,vibra na sintonia da tua partida.
Teu último desfile,uma multidão de tristeza e vazio,entoa o lamento baixinho.
Todos os olhares se cruzam em um desespero morno,adestrado, conformado.
Você talvez estivesse feliz e rindo de tudo isso.
Uma incompatibilidade de servos de senhores
dá o tom da caminhada.
Você deveria entoar algo aqui ?
Onde estão seus colares?
A chuva rala e gelada desenha a saída perfeita.
Entre os corredores caminhando ao contrário, exercito minha percepção.
Ohh...vem o homem de saias,com sua arrogância anunciando um único senhor,com suas coisas idiotas e medíocres.
Ao inferno com seu livro de mentiras.
Todos os valores dos Deuses da senzala,te fazem reverência,todos os altares estão fechados.
Não existe dança hoje.
Apenas tua pequena eterna caminha sendo embalada pelos teus.
Lágrimas caindo sob a madeira rígida,encharcando tua bandeira.
A moldura de concreto confirma teu retorno ao cerne.
Hatsu