Risquei o chão com teu chamado.
Abri a passagem para teu tormento
Demônios e criaturas sem rosto me rodeavam
esperando a palavra maldita.
Me vesti com roupas que havia enterrado ali
algum tempo atrás,me inebriando de morte.
O difícil dialeto,uma fala desconexa,um torpor dá sentido ao teu mundo nefasto.
Não te entreguei rosas,te roguei o impronunciável.
A época dos ventos,o dia que não descansa,
passa em tormentos,roubando um pouco teu espírito,dissolvendo a caixa de teus absolutos
Desmontando, envenenando...cólera te darei em pequenas doses,arrancando, apodrecendo,fazendo em pedaços,abrindo um baú de desgraças.
Você poderia estar aqui por estes dias?
Você está aqui estes dias?
Os mausoléus estão todos abertos,lágrimas levarão teu ódio tolo,e beberei a cólera doce
Abrindo uma fenda maldita no chão.
Hatsu
