quinta-feira, 3 de setembro de 2020

"Lias"

Déjà-vu,que costurava teu corpo.

Quebrava teus ossos rígidos.

Te furei,esvaziei,o cheiro do deixar de ser invadiu a sala fria.

Substitui teus olhos,te fiz sorrir.

Te pintei,como antes era.

Te dobrei com carinho,o perfume da tua roupa, do mogno que te guardava,me deixava confortável.

Pentiei teu cabelinho,cheio de cachos,te perfumei.

Conversei baixinho ,como se você me ouvisse,devagar,o frio encostava no calor da minha pele,me fez pensar em algo mais. 

Eu esfreguei meu corpo contra o teu, só para deixar a "água temperada" deitei sobre teu corpo morto.

Todos os meus sentidos,estavam gritando.

Em contraponto a tua inércia.

Eu me esfreguei em teu corpo morto,esfreguei até o platô.

Coloquei minhas vestes,e te deixei guardado na tua caixinha,de ti,levei o cheiro de deixar de ser.

Hatsu