terça-feira, 8 de abril de 2025

No belongs to everywhere

Na mudança sempre se perde algo,um pouco de si, fragmentos do que era ficam pelo caminho...

Algums pedaços, se forem de falta e adoecer o enfermo se junta e se cola do jeito que dá,em algum momento eu vou parir outra de min, olhar o espelho e o que existiu está  lá  guardado, uma cicatriz que se passa o dedo e a gente lembra ...caminhando em um corredor frio ...e a casa das feiticeiras está  trancada elas não falam onde ir mas, acredita-se ser o certo por ser o único ...andando de encontro ao olhar do outro ,não vejo nada ...

Recebendo afagos de estranhos ...

"Será que ele não  vê  que não há  ninguém ali ?

Devo sorrir ,agradecer, odiar,blefar ,blaze,rir alto, olhar de baixo até acima, causar pena, causar ódio,em qual universo paralelo se está agora ? a Dra perguntou em que ano estamos ...o ano em que fui arremessada em um corredor escuro, sem corda , lanterna ou bússola...vou beber e comer com animais peconhentos e rastejar como cobra entre as minhas iguais....sempre se dá  o melhor no pior e o pior se tornará  suportável é as feiticeiras abrirao sua casa e parabenizarao com as graças de Évora. 


Hatsu 


domingo, 6 de abril de 2025

Coma

O coma do ser da...existência

Deixando apenas anestesiado ,modo no piloto automático , acreditei em você,acreditei em você 

Reiniciando o sistema lento,você nunca mais poderá me resetar,no coma me ausento de min 

O frame sempre volta,vai e volta,não presente 

E se fizesse uma lobotomia ,choques nas têmporas?ainda sem uma magia um feitiço,quando acordar deva ser melhor ou algo que se olha com medo.em coma como em shibari,uma mentora que mostra como se faz recolhida em um lugar que nem sei onde é sem corda lanterna e com a língua decepada e os olhos furados 

Idealizações  na contra mão, perdida em algum canto e coma talvez no 13 passe ou seja retirada de lá ou me mandem uma corda 

No  coma o sistema reinicia

Sinto frio em coma 

Escondida em coma

Com a língua decepada e olhos furados


Hatsu 

terça-feira, 18 de março de 2025

As Feiticeiras

Eu entro na casa iluminada pela luz que vem da noite e todas as almas estavam com as cabeças cobertas por lenços negros e eu via o desenho de suas faces, eu já  havia estado ali,uma fenda  entre o inferno e o que tem entre o céu e o que vem antes, é a casa das feiticeiras das mulheres que ignoravam o tempo e conheciam as coisas pagãs dentro não havia miséria,a  mesa é farta e conversavam mas seus lábios não mexiam e seus animais caminhavam entre elas falantes e alegres por vezes bravos e aqui não  gostam que mexam nos seus, tão  pouco não há lugar para as  falsas e pobres de conhecimento, e as que roubam seus tecidos para se parecerem com feiticeiras essas derreteram em seu ódio próprio na frente de seus espelhos que não significam nada,e eram amaldiçoadas e atormentadas pelos seus  animais mortos  e a prosperidade se fazia distante e suas rezas algo vil

Na casa das feiticeiras não havia vassouras e caldeirões,mas existia o vale ali perto...o vale das criaturas híbridas que tinha flores que nunca foram vistas,mais adiante os cenários se borravam  e desapareciam  e elas te devolveram todas as tuas desgraça e a tua corja de desafortunados. 

As feiticeiras  não gostam que mexam com seus animais, um desejo que as emana a vida elas  te devoram os teus amores elas devoram e todos os demônios seram diligênciados e trarão suas cabeças ainda com vida e no altar dentre tantas será colocada .

As feiticeiras não gostam que mexam com seus animais .


Hatsu

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Do Lar 🤮

Eu não  me reconheço  como estou 

Eu não sou a mulher que prende o cabelo e cozinha para o meu amor

Eu não  tenho um amor...eu não não quero ter um amor,eu nao procuro por tal 

Eu não  sou a dona de casa que você  esperava eu nunca vou chorar um coração  partido à beira da sanga...

Eu não  sou a mulher que vai cuidar de você  

Eu sou a mulher que vai fuder com a sua vida.


Hatsu  


quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Meus mimos

Eu tenho uma caixa de ossos de dedos dos mais mal criados e as uso para enrolar os cabelos ...enquanto eu me sirvo uma dose,todo mundo tem seu veneno afinal ...eu não vi meu doutor essa semana,sai com vagabundos e até  visitei a porta do inferno...oh Men!!! se existisse uma seria ali! na porta já  tinha um aviso :

"ENTRE MAL SAIA COM O DIABO NA CARNE "

tiro meus rolos e visto meus brilhos e Seress Rezsõ na vitrola  ,espio pela cortina e meia dúzia,..ainda tenho tempo para relaxar esfregando minha cara e um pouco do peitinho ,só o mamilo no meu novo corpo geladinho ,um coitado não  tinha nada à perder enquanto ajustava o velho corset me abaixava cada toque um choque a minha fervida com a dele inerte,fumo um último cigarro antes de terminar,coloco meu chapéu enorme ,fecho minha caixa gelada com meu cara ,e vou rebolar minha bunda .

Sinto saudade do meu doutor,as receitas acabaram, e aqueles desejos mórbidos são  mais intensos ,logo logo esse apodrece é vem  outro

Ok !  Open  curtains idiot 


Kendra


Parafusos no porão

Eu me cobri com meu sangue ali na igreja menor perto da esquina ,e quanto mais úmido deixava o chão  ,via um tapete vermelho me levando onde queria,andei e me atirei com sofrimento e dor bem colados bem camuflados,as palavras doces e doloridas como a trajetória que acha que me cabe,catwalk com sapatos de faquir ,e o desdenho da veste que poderia guardar os pedaços de coisas que não  deveriam estar .

O sangue é falso 

A falsa morte 

A arte é pop 

Eu vou te estigar até  ver você  sufocar afogado no sangue perto da igreja pequena e vou analisar cada pedacinho inerte e imaginar onde você está. 

O sangue é a sua escolha,abri minha caixa de pequenas coisas brilhantes e você  se desmanchou 

Talvez você  não  tenha percebido eu apaguei a luz e eu estou te levando para dentro dos confins onde todos estão  sem suas cabeças no altar da morte eu fiz um adorno,quase como no circo mas não  como Virgulino  Ferreira,não  se paga a entrada 

E nunca mais sai !

Catwalk com sapatos de faquir banhada de sangue perto da igreja menor 

O sangue é falso,a dor é falsa uma morte digna do MOMA eu vendo todo aquele sangue tomando conta de tudo com sapatos de faquir .


Hatsu 

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

7:00 minutos

As sirenes altas contrastavam com o silêncio da avenida,eu podia sentir o carro parando e avançando,como o filme da minha vida,cena a cena o frio atravessava meus pensamentos....

Que se desvaneciam ,borravam,morriam.

Outros iguais a min estavam na última euforia mórbida da escuridão  de todos os seus reflexos plexus e nexus e se estivesse do lado de  fora,seria Bucólico....ok ! a piada final,as cortinas fechando o véu  em meus olhos e eu não  tinha sequer me despedido ou talvez deixado um porém um aviso um velho papel a quem pudesse interessar com minhas coisas mundanas,eu estava nos meus sete minutos finais e eu ainda conseguia ouvir a sirene a voz ao fundo trocando algumas palavras baixas e irônicas com alguém provavelmente no telefone.,eu pensei em fazer um último contato ou apenas um contato,mas eu não  tinha mais nada eu estava nos sete minutos.

O corpo passando pelas fases da morte que ia me envolvendo centímetro a centímetro e cada vez mais até findar o todo,o absoluto fim,e eu estava tomando um drink com a morte e as luzes se acenderam e eu,com todas as formas abissais e caminhando no vale dos mortos ...7:00.


Hatsu