quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Parafusos no porão

Eu me cobri com meu sangue ali na igreja menor perto da esquina ,e quanto mais úmido deixava o chão  ,via um tapete vermelho me levando onde queria,andei e me atirei com sofrimento e dor bem colados bem camuflados,as palavras doces e doloridas como a trajetória que acha que me cabe,catwalk com sapatos de faquir ,e o desdenho da veste que poderia guardar os pedaços de coisas que não  deveriam estar .

O sangue é falso 

A falsa morte 

A arte é pop 

Eu vou te estigar até  ver você  sufocar afogado no sangue perto da igreja pequena e vou analisar cada pedacinho inerte e imaginar onde você está. 

O sangue é a sua escolha,abri minha caixa de pequenas coisas brilhantes e você  se desmanchou 

Talvez você  não  tenha percebido eu apaguei a luz e eu estou te levando para dentro dos confins onde todos estão  sem suas cabeças no altar da morte eu fiz um adorno,quase como no circo mas não  como Virgulino  Ferreira,não  se paga a entrada 

E nunca mais sai !

Catwalk com sapatos de faquir banhada de sangue perto da igreja menor 

O sangue é falso,a dor é falsa uma morte digna do MOMA eu vendo todo aquele sangue tomando conta de tudo com sapatos de faquir .


Hatsu