sábado, 21 de setembro de 2024

Túmulo da vida

Em súplica baixa,rastejando enfiei sete lâminas no teu coração e os teus olhos tomaram todo de tua pupila dilatada,e eu te fitando tentando te seguir imaginando onde havia se perdido,e me arrasto e a pele troca e troca e te ofereço  um bunker  no fim do mundo e me arrasto e o pior que habita no coração  dos homens é a farta satisfação,eu me arrasto e teu ofereço um bunker no fim do mundo no fim de tudo,eu me arrasto e me desfaço  no breu.

Eu vi os ventos de Satãn e aqueles que de  tua entourage se rastejam destruirem os telhados de seus casebres e jogando ao vento as coisas bem gardadas em teu sótão aniquilando, definhando,e todos os males do teu corpo virão  em chagas  e da tua alma crescerão  espinhos e me arrasto para dentro das covas da tumbas e das sepulturas mais antigas e te arranco a pele e os de boa índole fazendo morada na ironia mal dizendo tuas derrotas

Eu me arrasto e em súplica na fossa dos malditos te abro uma garrafa de fel enquanto fomentam todos os teus fracassos e o eterno lamento pois no banquete da vida não  houve convite 

E eu me arrasto e com flores negras deixo aos pés da Madona incompleta a amarga cartase da ironia,que foi suplicae,e vil hoje ...me arrasto...


Hatsu