quinta-feira, 25 de agosto de 2022

As Profecias de Satã

Li as tuas escrituras 

Sei a tua língua,o teu dialeto,a língua dos teus filhos...

Como uma névoa negra e maldita,eu te falo insanidades e você me dá uma arma carregada de maldições ...

Simulando,montando,eternizando,gritando a tua desgraça no último leito ...

E te imagino putrefato envolto de tristeza alheia 

Você se lembra deles?

Nos piores lugares encontrei os melhores,eu percebi você olhando um pouquinho os seios,na hora da benção,está escrito no versículo da sodomia, é por isso você estava de pau duro?

Eu fui de vermelho na tua missa,senti o desejo de trepar dentro do confessionário,através da tela levantando a veste sagrada os meus olhos cintilam,e te conto todas as barbaridades que eu sei que te excitam... eu falo a tua língua sibilando nas entrelinhas o nome das bestas.

"Faz tudo que quiseres e tudo será da lei" 

Disse teu filho,eu sou da cidade morta,eterna em teus relatos,eu sou feita dos piores venenos,eu escrevi textos invertidos,e degustei tua hóstia com a língua bifurcada,te olhei nos olhos e te guardei em lugares que você nem imagina que existem.

Eu sou daquela cidade lá do início,eu falo todos os dialetos.

Sendo fodida no confessionário,o deleite das bestas e dos santos.

Eu sou aquela da cidade morta.

Eu trago,vertendo lascívia,as profecias de Satã.


Hatsu