sábado, 27 de janeiro de 2024

Creep Show

Na hora da morte,acoado,rendido, imaginando,prevendo minha sorte o sofrimento, já não importa tanto.

Eu poderia tentar ser forte e fingir que não me importo,a medida que a máscara se aproxima sou tomado pelo terror sem controle,talvez a face da morte me acalmaria.

Eu tive toda a minha vida desgraçada passada como um rolo de filme se desenrolando rápido e sem cortes.

Talvez esse seja a sorte da outra face,talvez poderia ter feito diferente,agora agonizo.

Os homens que matam os homens que mataram outros homens e assim é,agora agonizo,cobaia da morte,exibida em cine horror privé,com platéia sedenta,as cortinas abrem,agora agonizo,me deixo,me ausento de min para nunca mais,sala vazia para sempre.

Os meus pecados agora esterelizados usados contra min .

As cortinas fecham,creep show is done!


Hatsu. 



segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Blackout part 2

Uma novena maldita,te soco como uma estaca no cerne dos teus valores,vejo as raízes desgraçadas te engolirem vivo.
Uma coleção de cabeças com olhos de pavor,eu fiz um altar para elas,no meio dos escombros e lágrimas e lamentos.
Um blackout da alma e todas as coisas macabras 
uma alma que nunca sai de moda.
Uma alma blacktie
Uma alma que brilha em negro.
Isso não é sobre quem sou .
E quantas eu sou .
E sobre a alma em blackout .
Almas errantes,montadas em cavalos de pelo negro,um raio x de Godiva.
Toda em Black  fazendo uma novena maldita procissão solitária,todos em blacktie.
Os homens com seus livros,eu me divirto com eles e suas certezas.
Me divertiria se você estivesse gelado,eu leria seu livro sentada em você frio e com todas aquelas flores .
Toda em negro 
Blacktie .
Tie "die"
Longe do sol eu beijaria sua boca gelada e sua língua fria .
Blackout com blacktie.


Hatsu

domingo, 21 de janeiro de 2024

Blackout

E eu imaginava a forma dos anjos,e tudo ficou escuro,e os anjos eram negros e com longas asas e eu ofereci meu sangue a eles...me ensinaram rezas e me scarnificaram sigilos na pele e eu pude caminhar por todos aqueles mundos que não se dizem nomes de Deus e estão gravados em nossas memórias e na mais pura cólera esses lugares fazem morada nos corações das almas vulgares.

Em certos vales era tomada por lascívia e meus olhos brilhavam com brilho macabro e só aqueles que estavam sem suas peles sabem.

Cheguei ao campo dos belos e consumidos pelos seus pecados com o mesmo olhar que te engole e te joga no fogo escuro.

Eu sentei perto da morte...imponente e dancei com ela e todos os meus sigilos brilharam e trovões e relâmpagos rasgavam o que deveria ser céu mas não tinha a cor de tal,e nada eu temia pois já havia passado pelo vale dos mortos.


Hatsu