Caminhei com um ramalhete de rosas vermelhas te procurando entre os que aqui já não fazem morada...
Com meu eterno luto caminhando entre as lápides,olho dentro dos mausoléus,quero saber suas estórias,minha respiração ecoa pelos corredores,eles não estão vazios.
E quando essa dor vai embora,o que fica nos teus livros ? no oásis da solidão,as horas passam devagar.
Cortei minha língua e te ofereci dentro de uma caixa de madeira com tuas iniciais talhadas com ferro quente.
E com a veia aberta a vida se esvaia no véu de sangue arrastado na pedra incandescente,vendo a própria morte com lágrimas na face...
Então veio o soberano dos mortos e pediu que cortasse minha cabeça e caminhasse em direção as capelas segurando e ostentando as expressões que ela fazia,e cobras eram regorgitadas pelo pescoço pelos olhos...
E dentro das capelas seus entes se espantaram com o corpo que segurava a própria cabeça e dela palavras em todas línguas eram faladas e me debrucei no senhor dos mortos e com um manto de escuridão juntou a cabeça e colocou de volta a língua que estava na caixa.
E eu já não andava...
Hatsu

